sexta-feira, 27 de maio de 2011

Código Florestal- Pronuciamneto da Presidente Dilma

Código florestal

Eu quero reiterar, aqui, a minha posição a respeito dessa questão. Eu não concordo que o Brasil seja um país que não tenha condição de combinar a situação de grande potência agrícola que ele é com a grande potência ambiental que ele também é. Nós temos, sim, condições de fazer isso. Por isso, eu não sou a favor da consolidação dos desmatamentos, da anistia aos desmatamentos. Eu acho que no Brasil houve uma prática que a gente não pode deixar que se repita. Muitas vezes se anistiava, por exemplo, dívidas, e novamente se anistiava dívidas, e as dívidas eram novamente anistiadas.

O desmatamento não pode ser anistiado, não por nenhuma vingança, mas porque as pessoas têm de perceber que o meio ambiente é algo muito valioso que nós temos de preservar, e que é possível preservar meio ambiente – extremamente possível –, produzir os nossos alimentos, sermos a maior… uma das maiores… Eu não vou dizer a maior porque podia parecer muita pretensão, mas nós estamos, sem sombra de dúvida, entre os maiores produtores de alimentos do mundo, e acho que seremos, nas próximas décadas, o maior produtor de alimentos.

Nós podemos fazer isso perfeitamente, preservando o meio ambiente, como temos feito sistematicamente um esforço nessa direção. Não sou a favor, não sou a favor da emenda, fui contra a aprovação da emenda e, obviamente, respeitando a posição de todos aqueles que divergem de mim, continuarei firme, defendendo a mudança dessa emenda no Senado.

Fonte: Dilma.com

quinta-feira, 26 de maio de 2011

CONFERÊNICA DE SEGURANÇA ALIMENTAR


A segurança alimentar e nutricional deixou de ser um projeto de governo e virou programa de Estado. Está na lei 11.346, de 2006. E está na Constituição Federal, que em 2010 incluiu a alimentação no campo dos direitos. É neste contexto que acontece 4ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, de 7 a 10 de novembro, em Salvador (BA).

Será um evento com 2.000 pessoas, entre representantes do governo e da sociedade civil, observadores e convidados nacionais e internacionais. Juntos, num exercício de participação e controle social, os participantes irão celebrar avanços e lançar um olhar sobre os desafios, como a erradicação da extrema pobreza.

Fonte: CONSEA NACIONAL

NA NATUREZA NADA SE PERDE TUDO SE TRANSFORMA

Como a fábrica de cachaça Ypióca usou o lixo da produção para ganhar dinheiro
Empresa usa bagaço da cana para produzir embalagens, alimentar gado, fazer lenha e adubar a terra.

São Paulo - No início dos anos 90, a fabricante de aguardente Ypióca se viu diante de dois problemas. Um era provocado pelo mercado de embalagens, que não deu conta de acompanhar o crescimento da indústria e teve sérias dificuldades para atender a demanda. O outro obstáculo era o acúmulo de bagaço da cana-de-açúcar que não era usado para fazer lenha – produto que a empresa também criava desde a década de 40. Essas duas dificuldades abriram caminho para a criação da unidade de papelão da Ypióca.
Com o “apagão de embalagens”, a companhia passou a fabricar todos os embrulhos de seus produtos usando o bagaço, o “lixo” da plantação de cana. Hoje, a empresa produz 450.000 toneladas de bagaço em um período de safra, de agosto a dezembro. Usando parte desse volume, a unidade de papelão e celulose fabrica 70 toneladas de bobinas de papel e caixas impressas por dia. A empresa consome de 15% a 20% da produção para acomodar os produtos das marcas Ypióca e Sapupara e vende o restante para terceiros.
A companhia não revela os valores exatos, mas, de acordo com o diretor de planejamento do Grupo Ypióca, Paulo Telles, a unidade desse novo negócio, em Pindoretama, no Ceará, rende à empresa praticamente a mesma receita gerada pela fábrica de cachaça que fica no mesmo local e, de quebra, deixa a companhia independente na produção de embalagens. “O faturamento da planta dobrou depois que começou a fabricar papelão, além da cachaça”, afirma Telles.
Economia
Essa autossuficiência também se estende à energia usada para sustentar as fábricas. Com uma lenha ecológica feita de bagaço desidratado (o chamado briquete), a companhia alimenta o fogo das caldeiras e o vapor gerado é transformado em energia elétrica, cortando em 100% os gastos da empresa com fornecimento de energia. A parte do briquete não usado nas fábricas ainda é vendida para outras empresas, para substituir a lenha originada do desmatamento.
Fonte: Exame.com

DAR VOZ A NATUREZA