segunda-feira, 25 de maio de 2009

Convite









CONVITE
Como parte da semana do MEIO AMBIENTE, a CUT-BAHIA, estará realizando uma OFICINA sobre o CONSUMO NA PERSPECTIVA DA OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA da qual participarei como palestrante.
Dia: 02/06/2009 Ás 14h00
Local: Sindicato Químico e Petroleiro
ESPERAMOS VOCÊS POR LÁ!

Eunice Sousa
Conselheira CUT-BAHIA

domingo, 3 de maio de 2009


SAIBA MAIS SOBRE GRIPE SUÍNA.
PREVENIR MELHOR REMÉDIO!

Novamente estamos vulneráveis a mais uma doença causada por Vírus. Desta vez a gripe suína, que vem se propagando por várias partes do mundo. Pelo visto não estamos livres de sermos acometidos por mais essa. Mas ter o conhecimento sobre ela nos permite prevenirmos, antes que o mal aconteça.

Portanto, assista ao vídeo postado nesta página e emita seus comentários a respeito.

domingo, 12 de abril de 2009

AMBIÇÃO E ÉTICA

AMBIÇÃO E ÉTICA

O consultor de empresas e conferencista Stephen Kanitz escreveu um artigo intitulado "Ambição e Ética", que foi publicado na revista Veja, do qual extraímos algumas reflexões.

Kanitz define a ambição como sendo tudo o que você pretende fazer na vida. São seus objetivos, seus sonhos, suas resoluções.

As pessoas costumam ter como ambição ganhar muito dinheiro, casar com uma moça ou um moço bonito ou viajar pelo mundo afora.

A mais pobre das ambições é querer ganhar muito dinheiro, porque dinheiro por si só não é objetivo: é um meio para alcançar sua verdadeira ambição, como, por exemplo, viajar pelo mundo.

Já a ética são os limites que você se impõe na busca de sua ambição. É tudo que você não quer fazer na luta para conseguir realizar seus objetivos. Como não roubar, não mentir ou pisar nos outros para atingir sua ambição, ou seja, é o conjunto de princípios morais que se devem observar no exercício de uma profissão.

A maioria dos pais se preocupa bastante quando os filhos não mostram ambição, mas nem todos se preocupam quando os filhos quebram a ética.
Se o filho colou na prova, não importa desde que tenha passado de ano, o objetivo maior.
Algumas escolas estão ensinando a nossos filhos que ética é ajudar os outros. Isso, porém, não é ética, é ambição.
Ajudar os outros deveria ser um objetivo de vida, a ambição de todos, ou pelo menos da maioria. Aprendemos a não falar em sala de aula, a não perturbar a classe, mas pouco sobre ética.
O problema do mundo é que normalmente decidimos nossa ambição antes de nossa ética, quando o certo seria o contrário.
E por quê? Por que dependendo da ambição, torna-se difícil impor uma ética que frustrará nossos objetivos.
Quando percebemos que não conseguiremos alcançar nossos objetivos, a tendência é reduzir o rigor ético, e não reduzir a ambição.
O mundo conheceu a história de uma estagiária na casa branca, que colocou a ambição na frente da ética e tirou o partido democrata do poder, numa eleição praticamente ganha, devido ao enorme sucesso da economia na sua gestão.
Não há nada de errado em ser ambicioso, desde que se defina cedo o comportamento ético.
Quando a ambição passa por cima da ética como um rolo compressor, o resultado é o que podemos acompanhar nos noticiários que ocupam as manchetes em nosso país. Assim, para mudar definitivamente essa situação, é preciso estabelecer um limite para nossa ambição não nos permitindo, em hipótese alguma, violar a ética para satisfação pessoal, em detrimento do coletivo.
Conforme ensinou Jesus, "seja o seu falar: sim, sim, não, não". Seja em que situação for.
E se estiver difícil definir se estamos agindo com ética ou não, basta imaginar como julgaríamos esse ato, se praticado por outra pessoa.
Se o condenamos é porque não é ético. Se o aprovamos e julgamos justo, então podemos seguir em frente.
Defina sua ética quanto antes possível. A ambição não pode antecedê-la, é ela que tem de preceder à sua ambição.

Equipe de Redação do Momento Espírita, baseado em artigo de Stephen Kanitz publicado na revista Veja do dia 24 de janeiro de 2001.


"Erros são, no final das contas, fundamentos da verdade. Se um homem não sabe o que uma coisa é, já é um avanço do conhecimento saber o que ela não é."
Carl Gustav Jung

segunda-feira, 6 de abril de 2009

EDUCAÇÃO AMBIENTAL TRANSFORMADORA


A EDUCAÇÃO AMBIENTAL TRANSFORMADORA
Existem algumas diferenças entre a educação ambiental convencional da E D transformadora, a convencional refere-se aos aspectos da Ecologia, do estudo do ardo solo, da água.
A transformadora refere-se a esse contexto somado a aprendizagens das dificuldades de entender de que forma esse recursos naturais chega para me beneficiar, ou seja, de que forma a energia chega até minha casa? Quantos recursos ambientais foram perdidos?
Entender que para essa energia chegar em minha casa demandou a perda de milhares de seres vivo,animais e vegetais,desapropriações de moradias para construção das Hidrelétricas, dentre outros.
A educação ambiental transformadora, alerta para que os cidadãos reflitam a partir desse entendimento na escolhas das formas de energias alternativas ( eólica a dos ventos a solar e outras ).
Pensar a educação ambiental transformadora, é também pensar nas dimensões pedagógicas, na sociedade, nas atividades econômicas, na natureza, na mente, no corpo, matéria, espírito,razão e emoção.
Para isso, a escola como espaço de produção do conhecimento e formação de valores humanos, não pode deixar de envolver a juventude nesse contexto. Há necessidade de prepara os jovens para dar continuidade a luta socioambiental, os jovens como sujeito da transformação.
Portanto é necessário além dos conhecimentos das vertentes ambientais sociais, também aceitar desafios a como:
-Criação de redes de juventude estudantil pelo meio ambiente e sustentabilidade
-Criação de coletivos e conselhos
- Articular integrar às discussões como primeiro emprego, segundo e terceiros empregos, meio ambiente, educação, política
-Articular e influenciar para as políticas públicas.
Acreditamos na energia e magia da juventude, Como motivação para mudanças profundas no contexto PLANETÁRIO. Para isso é necessário que cada um faça sua parte, pois ser cidadão é também participar sair da inércia e de se colocar como agente de transformação evitando o conformismo e a naturalização das coisa, rebelar-se de forma saudável na consciência e nas ações. Exigir direitos é também repensar os deveres.

Eunice Sousa
Conselheira Meio Ambiente
CUT- BAHIA

Campanha contra a Dengue


ESCOLA PÚBLICA E CUT- BAHIA FAZEM CAMPANHA CONTRA A DENGUE


A cidadania é vista como conjunto de direitos que possibilita as pessoas a participarem da vida social e da tomada de decisões na sociedade. A conquista desses direitos decorreu dos movimentos e lutas sociais por muitos cidadãos brasileiros. Muitos o consideram como privilégios, vêem a cidadania apenas como direito de votar e pagar impostos.
Por isso, é preciso entender que através de uma sociedade organizada se conquistas a cidadania. Ter consciência que as nossas ações cotidianas também contribuem para efetivação dessas conquistas.
Assim, pensar cidadania é também pensar como formar cidadãos concisos de seus direitos e, a escola como promotora de ações que visam a formar sujeitos críticos e ativos, não poderá isentar-se dessas propostas.
Contribuir para a conscientização de cidadãos a cerca do que é ter saúde, no tocante aos índices alarmantes da Dengue no estado da Bahia, a partir de atividades que serão desenvolvidas no C.E.C.R Escola Classe IV, por professore(as) alunos(as) e comunidade , em parceria com a Central Única dos Trabalhadores ( CUT –Bahia) cujo foco será a Saúde como direito dos cidadãos e dever do Estado promovê-los conforme explicitado na Constituição Federal de l988 no art. 196, e Declaração dos Direitos Humanos Art.25.
Neste sentido, estão sendo desenvolvidas atividades no âmbito da Escola e comunidade do seu entorno com o propósito de esclarecimento aos problemas de saúde e propostas de solução para diminuição e prevenção dos casos de Dengue. Dentre essas ações, a Escola Classe IV estará também fazendo uma caminhada no próximo dia 04/04/2009 nas ruas do Bairro da Caixa D’água, com a finalidade de chamar à atenção da população local para os riscos que estão correndo, e se engajarem nessa luta que é de todos nós.

EUNICE S. SOUSA
Gestora Ambiental
Conselheira de Meio Ambiente
CUT-BAHIA

segunda-feira, 16 de março de 2009

O HIDRONEGÓCIO X ÁGUA VIRTUAL


UM NOVO CONCEITO - ÁGUA VIRTUAL


O hidronegócio está se consolidando como uma das atividades cada vez mais poderosa no mercado mundial e a água virtual é o produto desse negócio.
A água virtual é um conceito utilizado para calcular a quantidade de água necessária para produzir um determinado bem, produto ou serviço.
Entendendo esse novo conceito, fica mais fácil compreender, o interesse de diversos países que possuem poucos recursos hídricos em importar carne, grãos, que favorece sobremaneira o Agronegócio aqui no Brasil. Assim demonstramos que somos grandes exportadores hídricos.
O Agronegócio exporta um volume significativo de água, mas existe outros segmentos produtivos que a água virtual também tem peso a exemplo das indústrias eletro intensivas ( ferroligas, siderurgias, alumínio,celulose, petroquímica),que utilizam energia elétrica cuja base de produção é a água.
No futuro o Hidronegócio será o elemento concentrador do acesso a água, quadro preocupante na medida em que a disponibilidade hídrica for mais escassa.
Assim quanto menor a disponibilidade hídrica em um país ou região, maior o valor agregado dos bens e produtos, face ao preço da água virtual.
Portanto, se não entendermos o que de fato ocorre com o nosso bem público – A água e exigirmos implementação de políticas públicas de proteção de nossos mananciais e acesso a água de qualidade para todos, estaremos ajudando aos Controladores dos estoques de água, a aumentar seu poder político e econômico sobre o nosso bem público.
Só para reflexão: Não é mera coincidência que muitos brasileiros continuam sem acesso a água para suas necessidades básicas?

Eunice Sousa
Gestora Ambiental
Conselheira do Meio Ambiente
CUT-BAHIA

hidronegócioX

segunda-feira, 9 de março de 2009

MUHERES, SOBERANIA E SEGUANÇA ALIMENTAR


O PAPEL DA MULHER NA SEGURANÇA E SOBERANIA ALIMENTAR

É de fundamental importância o papel, da mulher em todas as etapas da alimentação e nutrição. É histórica a atuação da mulher nos processos de preparação, produção, conservação.
Quando nos referimos ao contexto Segurança e Soberania alimentar devemos considerar também as questões de gênero como relações sociais.
Hoje os papéis que eram desempenados apenas por mulheres estão tomando corpo nas esferas masculinas, por exemplo na preparação do fazer culinário, porém quando se referem as melhores receitas e pratos, dos Chefs masculinos estão sempre em voga. Posturas machistas e discriminatórias, onde a valorização e a visibilidade do fazer feminino são ignoradas.
São muitas as tarefas da mulher no campo alimentar, desde a produção, pesquisa de preços, preparação, seleção, compra beneficiamento e consumo. Neste contexto social essas tarefas não entram nos cálculos da economia formal, por serem consideradas uma mera “extensão” das obrigações domésticas.
É preciso combater essas visão, fruto da hegemonia masculina, para isso, as mulheres devem garantir suas participações nos debates para elaboração de propostas e políticas, nos planejamentos de produção, dentre outros, que são espaços considerados de domínio masculino.
08 de março temos muito para comemorar, mas muitas batalhas à vencer.
PARABÉNS MULHERES!
Eunice Sousa
Gestora Ambiental
Conselheira do CONSEA
Coletivo Meio ambiente CUT-BA

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

DIREITO DO EDUCANDO- MERENDA ESCOLAR


Um direito constitucional dos escolares


O Programa Nacional de Alimentação Escolar, criado na década de 1950 com a assessoria de Josué de Castro, é o mais antigo programa de alimentação do Brasil. O objetivo desse programa é atender parte das necessidades nutricionais dos alunos, contribuindo para o crescimento, o desenvolvimento, a aprendizagem e o rendimento escolar dos estudantes. Colabora também para a formação de hábitos alimentares saudáveis, além de valorizar a diversidade e a cultura alimentares.
No decorrer de sua existência, ocorreram modificações na gestão desse programa. Em seus primórdios, a própria administração pública o gerenciava (autogestão). Posteriormente, passou a admitir-se a terceirização do fornecimento das merendas. Partidários do "Estado mínimo", os defensores da terceirização sustentam que essa modalidade de gestão seria mais vantajosa para o poder público.
Primeiramente porque diminuiria as despesas com pessoal, incluindo os gastos com a remuneração de servidores enfermos ou com proventos de inativos. Em segundo, porque o poder público não mais seria obrigado a equipar adequadamente as escolas para a preparação das refeições (por exemplo, construindo cozinhas e adquirindo fogões, refrigeradores e outros eletrodomésticos).
Haveria supostamente uma racionalização dos gastos públicos. Em alguns locais onde ocorreu a terceirização (como no Espírito Santo e no município de São Paulo), os profissionais da educação detectaram graves problemas no programa de alimentação escolar, entre os quais: baixa qualidade nutricional dos alimentos; excesso de alimentos industrializados, ricos em açúcares e gorduras (em geral, mais baratos); fraude nas licitações; aumento considerável do custo unitário da refeição; falhas na prestação de serviços; falta de vínculo com a comunidade assistida; transporte inadequado das refeições para as escolas, quando há produção centralizada delas; descaso com a opinião dos alunos; exploração do trabalho das merendeiras ou oferta de condições de trabalho precárias; sucateamento das áreas de produção; e desestruturação da economia local, principalmente da produção de alimentos em pequenos municípios.
Outro agravante é que algumas empresas que são contratadas pelo poder público, ao elaborarem o cardápio, não inserem alimentos regionais. Elas alegam que contrataram nutricionistas para adequar os cardápios à cultura local. Porém, o que se observa, na maioria das vezes, é que o parecer técnico dos nutricionistas não é seguido pelas organizações terceirizadas que os contrataram. Na prática, verificou-se que a autogestão apresenta inúmeras vantagens em comparação com o outro sistema.
Com a autogestão, os gêneros alimentícios são, em regra, comprados de produtores locais -o que contribui para o aquecimento da economia da região, bem como propicia a inclusão, nas refeições, de alimentos naturais e comprovadamente mais saudáveis. Com frequência, os pais dos alunos participam mais efetivamente da execução do programa, por meio dos conselhos. Os órgãos governamentais de controle -como o Tribunal de Contas- têm acesso a mais informações sobre essa execução e, consequentemente, a fiscalizam mais efetivamente. O gestor tem de contar com a assessoria de um nutricionista (o qual assume a responsabilidade técnica do cardápio) e, com o dever de zelar pela educação e saúde dos escolares, acaba se comprometendo mais com o sucesso do programa.
Por fim, é preciso ter em mente que a alimentação escolar é um direito humano e constitucional dos escolares e um dever do poder público. A terceirização revela omissão do Estado em cumprir seu dever, já que a alimentação dos estudantes passa a ser encarada como mera mercadoria que pode ser negociada com a iniciativa privada. Diante dos sérios problemas que a terceirização vem apresentando, conclui-se que a presença do Estado, por meio de autogestão, é necessária para garantir o sucesso do programa e sua universalização.


Sonia Lucena de Andrade, é nutricionista, é professora do curso de nutrição da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). É conselheira titular do Consea Nacional (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional) e membro da diretoria da Asbran (Associação Brasileira de Nutrição).
Artigo publicado no jornal Folha de São Paulo em 21/02/2009 na coluna Tendências/Debates.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Crise Econômica e Soberania Alimentar



Crise do capital e soberania alimentar



Não dá mais para escamotear a vulnerabilidade econômico-financeira exposta mundialmente pela crise do capital, originária da quebradeira imobiliária do mercado dos Estados Unidos – o mais poderoso país capitalista do planeta -, que somente foi equacionada, ainda que emergencialmente, parcialmente e não se sabe até quando, pela forte intervenção estatal dos governos dos países ricos, a começar pelo da Inglaterra.
Países como o Brasil e os nossos vizinhos da América do Sul devem se preparar para enfrentar os efeitos dessa crise internacional fortalecendo os seus mecanismos de intervenção e regulação do mercado e de governança do Estado por meio do fortalecimento de suas empresas estratégicas, no nosso caso: Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, Eletrobrás, Embrapa etc, mesmo reconhecendo que o Brasil hoje está bem menos vulnerável do que no passado.
A pesquisa realizada em 2007 pelo Ibase aponta que houve avanços nos índices de segurança alimentar e nutricional da população beneficiada com a transferência de renda efetuada pelo Bolsa Família, ainda que permaneça um contingente de famílias que mantém elevados índices de insegurança alimentar. Este programa social e as políticas de aumento real do salário mínimo e de elevação do nível de emprego pelo maior aporte de investimentos estatais (o PAC é exemplo disso) expressam a mão distributiva do Estado social em contraposição à mão concentradora e desigual do mercado.
Mas é preciso estar atento e aprofundar políticas de Estado na área de reordenamento territorial com controle e ocupação racional e familiar das terras públicas, em especial na Amazônia Legal, reforma agrária e apoio ao desenvolvimento da agricultura familiar. É preciso, também, ter claro que a principal fonte de desmatamento e ocupação fundiária irregular na Amazônia se dá pela ação de madeireiros, grileiros e fazendeiros do chamado agronegócio, com exploração da pecuária extensiva e da plantação de soja.
Atribuir ao INCRA, aos movimentos sociais ou à reforma agrária a onda de desmatamento é injusto. Isso, no entanto, não dispensa que os assentamentos em terras públicas, em áreas adquiridas por compra ou desapropriadas para fins de reforma agrária - na Amazônia ou em qualquer outra região – não tenham que obedecer aos princípios da preservação e do desenvolvimento sustentável, conforme dispõem as próprias normas técnicas que orientam a instalação dos assentamentos.
A crise imobiliária nos Estados Unidos, que originou a crise atual do capital financeiro, antes já tinha impactado os preços dos alimentos no mercado internacional. As chamadas commodities, em verdade, são produtos de origem vegetal e animal, transformados em mercadorias, com valor de troca especulativo para gerar lucros fabulosos sem qualquer preocupação com a necessidade de alimentar as pessoas.
Aproximadamente, segundo a FAO, quase um bilhão de pessoas passa fome no mundo. Ou mudamos a matriz da produção de bens, em particular da produção agropecuária, democratizando a terra e priorizando a produção sustentável de base familiar ou estaremos inviabilizando a vida saudável no planeta. São os pobres em todo o mundo os que mais sofrem com as crises e as desigualdades do capitalismo.
O Brasil, hoje, sem dúvida, está mais preparado para enfrentar esses desafios. È preciso, entretanto, dialogar mais intensamente com os movimentos sociais para que estes sejam efetivamente parceiros ativos nesse diálogo nacional. O Brasil não pode esperar, porque a fome e a pobreza têm pressa como costuma professar a Igreja. A crise do capital financeiro internacional é a crise do seu centro acumulativo que já está adotando medidas para reciclar o cassino em que transformou a economia mundial, concentrando ainda mais o poder, a renda e a riqueza, destruindo a natureza e excluindo os pobres.
Se quisermos garantir a soberania alimentar do nosso povo, temos que potencializar as bases sociais e econômicas que construímos recentemente e fazermos uma revolução sem armas no campo e na educação brasileira com investimentos estatais em ciência, tecnologia, assistência técnica, qualificação profissional e preservação ambiental, para criar e consolidar as bases sustentáveis do desenvolvimento e da soberania do país.

Osvaldo Russo é estatístico e coordenador do Núcleo Agrário Nacional do PT

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Fórum Social Mundial


A CUT-BAHIA NO FÓRUM SOCIAL MUNDIAL

Chamar a atenção do mundo para os problemas sócios ambientais,no tocante ao Consumo exagerado e a minimização desses problemas que a cada dia vem aumentando, fruto de políticas neoliberais , capitalista que visam apenas o lucro em detrimento a outros fatores, foi um dos objetivos da oficina apresentada pela especialista em Gestão Ambiental a docente Eunice Sousa , também Conselheira do Consea-Ba e membro do Coletivo do Meio ambiente da CUT-Bahia.
A proposta de participação deste fórum, foi resultado de um trabalho desenvolvido por ela, juntamente com os membros do Coletivo de Meio Ambiente da qual ela participa, bem como da atuação e viabilização do corpo diretivo da CUT-Bahia,CUT Nacional, e demais Sindicatos filiados, que muito contribuíram para que tudo acontecesse.
Durante o Fórum Social Mundial, a OFICINA, cujo tema foi OS IMPACTOS DO CONSUMO CAUSADOS PELA OBSOLESCÊNCIA NA AMAZÔNIA, foi bem avaliados e debatido pelos participantes de vários estados do Brasil, que ansiosos em propostas dotadas em soluções para os problemas que por ventura poderão surgir com uma CRISE socioambiental.
Enfim, urge as mudanças de paradigmas para que “outro mundo seja possível”,com proposta de soluções para o desemprego, fome, moradia, escassez de água, corrupção, dentre outros.
“SEREMOS A MUDANÇA QUE QUEREMOS VER.”

domingo, 4 de janeiro de 2009

EDUCAÇÃO AMBIENTAL FORMAL- UMA REFLEXÃO!


EDUCAÇÃO AMBIENTAL FORMAL UMA REFLEXÃO PARA O ENSINO!


As questões ambientais ocupam hoje espaço crescente na iniciativa da educação brasileira em face da relevância da interação do homem com o ambiente e a necessidade de se trabalhar a problemática em todos os níveis e espaços pedagógicos.

Não se pode negar que há uma enorme preocupação em todos os âmbitos e níveis de conhecimento com as questões que tratem o meio ambiente, mas por outro lado, nota-se que as dificuldades observadas em se promover Educação Ambiental satisfatória decorrem da desintegração dos órgãos promotores de ensino e da comunidade escolar.

Nesse sentido, há necessidade da reestruturação dos currículos, assim, permitir uma abordagem interdisciplinar onde a variável ambiental seja inserida. Existe a vontade dos professores em querer fazer um bom trabalho na área de Educação Ambiental, porém sem o aporte técnico-científico para desenvolver de forma plausível este ensino.

O modelo de educação vigente nas Escolas e Universidade responde às posturas derivadas do paradigma positivista e da pedagogia tecnicista que postula um sistema de ensino fragmentado em disciplina, o que constitui um empecilho para a implantação de modelos de Educação Ambiental integrada e interdisciplinar, bem como a falta de pesquisa na área de Educação Ambiental, inviabiliza a produção de metodologias didático-pedagógicas para fundamentar a Educação Ambiental Formal.

A falta de articulação entre o Ministério da Educação, Secretarias e Escolas, retrata o isolamento das ações de Educação Ambiental. É fato que a nova LDB- Lei de Diretrizes Básicas da Educação, não contempla tal ensino, em contra-senso com a legitimação de um Programa Nacional de Educação Ambiental – PRONEA, de uma forma política para tal ensino, dos pressupostos dos PCN´s – Parâmetros Curriculares Nacionais e da Constituição Federal de 1988.

No artigo 10, § 1º da Lei nº 9.795/99, prescreve que a Educação Ambiental não deve ser tratada como uma disciplina a mais no currículo, mas que, por excelência, deve permear todas as ações do conhecimento. Isso releva a falta de compreensão por parte da classe política em tratar o assunto com maior afinco e atenção.

Diz que tudo começa com a Educação, porém o que se nota é que a Educação Ambiental está em processo de construção, devendo com isso – no futuro, quem sabe – estar realmente implantada como disciplina, e que estejam presentes os conceitos e práticas em relação à Educação Ambiental em todos os níveis e modalidades de ensino, preenchendo as lacunas da fundamentação teórica dos pressupostas que a sustentam, e que as escolas incorporem as questões ambientais como tema de contínuo aprendizado e não apenas lembrado em eventos esporádicos.

Eunice Sousa
Gestora Ambiental
cenisousa@gmail.com

PROCURA-SE!

Procura-se uma pessoa que:



1. Dormiu sob as estrelas:

2. Viu o nascer do sol há pelo menos um ano:

3. Separa seu lixo para a coleta seletiva:

4. Goste de plantar mudas de plantas:

5. Tenha tomado banho de cachoeira há pelo menos um mês:

6. Tenha cheirado a terra há pelo menos um mês:

7. Sabe de onde vem a água que bebe:

8. Sabe localizar o Cruzeiro do Sul:

9. Não tenha medo de barata:

10. Tenha decidido comprar um produto por que isso iria melhorar o meio ambiente:

11. Tenha conversado com alguém para impedir que sujasse a cidade:

12. Conheça 3 projetos de benefício para o meio ambiente ou para a comunidade, realizados por Empresas, em sua cidade.

13. Consuma produtos orgânicos regularmente:

14. Desligue as luzes, quando não há ninguém nos ambientes:

15. Feche a torneira ao barbear ou ao escovar os dentes:

DAR VOZ A NATUREZA